Em ambos os sexos, o ciclo da resposta sexual é constituído de uma seqüência única de eventos. A excitação aumenta e culmina no orgasmo. Nos homens os fenômenos fisiológicos são: ereção e ejaculação. Nas mulheres: congestão-lubrificação e orgasmo. E o que acontece quando a mulher experimenta uma sucessão de orgasmos?
A fase de congestão-lubrificação genital da mulher corresponde, fisiologicamente, à ereção no homem. O reflexo orgástico também é análogo em ambos os sexos. A diferença é que a mulher não ejacula. Mas o orgasmo feminino se desencadeia a partir de estímulos físicos semelhantes. Além disso, se manifesta em uma resposta motora similar à fase de ejaculação.
No homem, o orgasmo é produzido por estimulação rítmica da glande e da pele que reveste o corpo do pênis. Assim também, na mulher o orgasmo é alcançado por estimulação do clitóris.
No homem, o orgasmo provoca uma série de contrações rítmicas dos músculos localizados na base do pênis e no períneo (o espaço existente entre os órgãos genitais e o ânus). A expressão orgástica da mulher também envolve a contração desses músculos.
Normalmente, os homens passam por um período refratário depois do orgasmo e da ejaculação. Isto é, não conseguem experimentar novo orgasmo e nova ejaculação no mesmo ciclo de resposta sexual.
Já as mulheres, desde que estejam suficientemente estimuladas, são capazes de ter novos orgasmos a partir de qualquer ponto da fase de resolução (a última do ciclo: excitação, platô, orgasmo e resolução). Essa facilidade torna-se ainda mais evidente quando a estimulação sexual se mantém ininterrupta.
Os orgasmos múltiplos não diferem fisiologicamente, sob nenhum aspecto significativo, dos orgasmos únicos, exceto pela multiplicidade. E ainda, não constituem experiências secundárias.
Os orgasmos múltiplos ocorrem mais facilmente durante a manipulação do clitóris do que na penetração da vagina. Isso se deve, aparentemente, ao fato de poucos homens serem capazes de manter uma ereção prolongada para produzir orgasmos múltiplos em suas parceiras. Porém isso é possível.
Todos os orgasmos se assemelham fisiologicamente, mas podem ser sentidos de maneiras diferentes. Um orgasmo discreto é em geral seguido de três a cinco contrações, enquanto outro, de maior intensidade, pode ser acompanhado de oito ou até mais contrações.
No início do orgasmo ocorre um curto instante de perda de sentidos, que é descrito como suspensão ou desligamento. Depois segue um aumento da percepção clitoriana, que se irradia para cima, na região pélvica. Nesse momento, algumas mulheres experimentam uma sensação de expulsão. Outras sentem que estão se “abrindo” para serem penetradas.
A segunda fase corresponde a uma sensação de onda de calor. Inicialmente ela invade a área pélvica, espalhando-se depois pelo resto do corpo. Na última fase, a mulher sente uma contração localizada na vagina ou no períneo.
Do ponto de vista sensorial, o orgasmo é uma experiência que varia de mulher para mulher. Algumas vezes, parece um episódio suave, no qual o corpo inteiro é tomado de sensações sensuais. Para muitas mulheres, trata-se de um acontecimento extasiante, de total abandono. Para outras, chega a ser uma situação angustiante, acompanhada de movimentos agitados e de gemidos dramáticos. |