Esse tipo de assunto é muito interessante de se discorrer,
à medida que tudo que envolve o orgasmo feminino é bem mais
amplo (no que diz respeito ao orgasmo masculino) e requer todo um cuidado, pois
questões do tipo, orgasmo vaginal, orgasmo clitoriano,a dificuldade
que algumas mulheres tem de alcançarem o orgasmo,
os aspectos fisiológicos e emocionais do orgasmo, enfim, são temas de fundamental
importância.
Porém, o texto que se segue, tem como intenção principal, explicar
um pouco mais, de forma clara e detalhada, sobre essas e outras questões, para
dar um enfoque mais rico de informações fundamentais, que esclareçam os pontos
importantes do orgasmo feminino e suas manifestações momentâneas.
A experiência orgásmica feminina , além de ser bem mais complexa
que a do homem, também possui uma considerável diferença, a de que, após o orgasmo
na mulher ter sido obtido,essa pode,em seguida, reiniciar um novo período excitatório,e
isso permite à mulher que venha a ter orgasmos múltiplos sucessivos. No homem,isso
não é possível,pois sabemos ,que o mesmo,precisa de um período refratário (de
descanso) para iniciar um novo período de excitação.
Algumas manifestações físicas do orgasmo se iniciam com as
contrações dos órgãos eréteis,que começam na plataforma orgásmica, no terço
anterior da vagina. Essa plataforma,formada involuntariamente pela vasocongestão
local e pela miotonia, contrai-se ritmicamente à medida que a tensão é liberada.
As contorções do rosto de uma mulher expressam gratificamente
o aumento da tensão miotônica em todo seu corpo. Os músculos do pescoço e os
músculos longos dos braços e das pernas contraem-se, usualmente, em espasmo
involuntário. Durante o coito, em posição supina, as mãos e os pés da mulher
podem agarrar voluntariamente o companheiro , e na ausência desse interesse
ou dessa oportunidade durante o coito, ou em resposta solitária às técnicas
automanipuladoras, as extremidades podem refletir involuntariamente, o espasmo
corporal. Os músculos estriados do abdômen e as nádegas, freqüentemente, são
contraídos voluntariamente pela mulher, num esforço consciente para elevar as
tensões sexuais e passar do máximo da fase platô para a obtenção do orgasmo.
O rubor sexual, atinge maior distribuição no momento da expressão
orgásmica. Subseqüente à experiência orgásmica, o rubor sexual desaparece mais
depressa do que quando resultante da fase platô da tensão erótica. O clitóris,
as glândulas de Bartholin, os grandes e os pequenos lábios, são órgãos eréteis
para os quais nenhuma reação fisiológica especifica, aos níveis da fase orgásmica
da tensão sexual, foi estabelecida.
Do ponto de vista cardiorespiratório, o orgasmo é refletido
por hiperventilacão, com freqüências respiratórias ocasionalmente acima de 40
por minuto. A taquicardia é um acompanhamento constante da experiência orgásmica,
com taxas cardíacas que vão de 110 a mais de 180 batidas por minuto. A hipertensão
é também uma descoberta constante.
A fisiologia fundamental da resposta orgásmica, conserva-se
a mesma, quer o modo de estímulo seja heterossexual, coito artificial ou mecânico,
ou ação automanipulativa sobre a área clitórica,os seios,ou quaisquer outras
zonas erógenas selecionadas. O orgasmo resultante de fantasias eróticas também
produz os mesmos padrões básicos de resposta fisiológica
Adriana Sommer da Costa Psicóloga e Sexóloga
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