A homossexualidade pode ser definida pela atração sexual e emocional por pessoa do mesmo sexo. Apesar de já ter sido considerada uma doença psiquiátrica, desde 1973 ela deixou de ser classificada como tal e foi retirada do CID ( Classificação Internacional de Doenças ) e em 1990 a ONU ( Organização Mundial de Saúde ) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais e declarou que a homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão.
Mesmo assim, ainda existem profissionais que continuam a trata-la como doença, perturbação ou desvio do desejo sexual, existindo inclusive organizações dedicadas à conversão de indivíduos homossexuais em heterossexuais.
A homossexualidade remonta a própria história da terra, e inúmeros são os casos no decorrer dos séculos.
Os movimentos de liberação homossexual surgiram em meados de 1969 em Nova York e nesta época surgiu a denominação Gay para o homossexual masculino e Lésbica para o feminino. Desde então, até os dias atuais, é cada vez mais comum à cena de dois parceiros do mesmo sexo, andando de mãos dadas ou passeando abraçados trocando caricias nos mais variados lugares, como shoppings, teatro, cinemas e parques.
Isso não significa dizer que ainda hoje não exista rechaço por parte da sociedade em relação aos homossexuais. Apesar de haver uma progressão em relação a aceitação, vários países mantém a homossexualidade como crime passível de punição.
Em contrapartida, muitos outros já prevêem na lei o casamento civil de pleno direito entre pessoas do mesmo sexo, bem como a adoção conjunta de crianças.
É importante salientar que ninguém escolhe ser homossexual ou heterossexual. A atração por pessoa do mesmo sexo começa geralmente na puberdade e adolescência, o que costuma gerar inúmeros conflitos em uma personalidade ainda em formação.
O jovem adolescente, que necessita da aprovação e identificação com o grupo, muitas vezes esconde ou reprime suas tendências para ser aceito. Também o medo da discriminação social e familiar faz com que seu conflito seja causador de ansiedade e culpa.
Existe uma teoria de que o comportamento homossexual teria uma implicação genética. Também o fato da identificação infantil com o genitor do sexo oposto encontra-se citada. Freud nos diz que a homossexualidade é fruto da resolução, bem ou mal, do Complexo de Édipo. De qualquer forma, as causas do comportamento homossexual parecem ser bastante complexas e de natureza muitas vezes ainda a esclarecer.
O fato é que ser homossexual hoje é um estado de espírito e que o preconceito aliado a desinformação não pode mais ter seu lugar ao sol.
Gays e lésbicas são cidadãos comuns, com igualdade de direitos, que trabalham, consomem e pagam impostos. Seu único “defeito” é ser um pouco diferente da maioria das pessoas ditas “normais”, mas a sua aspiração maior de buscar a felicidade é exatamente a mesma de todos nós.
Darci L. D. Janarelli
Ginecologista e Sexólogo |