O diabetes é uma doença metabólica, originada da insuficiência de secreção do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas. É uma doença que não tem cura, podendo a pessoa nascer com ela ou vir a desenvolvê-la depois. A maioria das pessoas já ouviu falar muito a seu respeito, porém, nem todas sabem que o diabetes pode causar problemas de ereção no homem e de pouca lubrificação e dor vaginal nas mulheres.
A palavra impotência, para a grande maioria dos homens soa como um palavrão. Se ele tiver diabetes, então, fica pior ainda. Cerca de cinqüenta por cento dos homens acima de cinqüenta anos que têm diabetes sofrem deste mal. Nas mulheres, cerca de trinta e cinco por cento delas acabam tendo algum problema de lubrificação vaginal.
Nos homens, a falta de ereção se dá porque há o estreitamento das artérias do pênis, dificultando o bombeamento de sangue para este órgão, o que dificulta a ereção. Além disso, os nervos responsáveis pela estimulação peniana podem sofrer pelo acúmulo de glicose e não funcionar.
Nas mulheres, a alta taxa de açúcar pode estimular a proliferação do fungo da Candidíase, causando coceiras e dor. A explicação para a pouca lubrificação vaginal está no fato de que as diabéticas costumam entrar na menopausa mais precocemente do que as mulheres que não têm a doença.
Os problemas da sexualidade são secundários ao diabetes, por isso, se a taxa de açúcar no organismo estiver normal, eles provavelmente não aparecerão. A psicoterapia, em caso de surgimento de alguma disfunção sexual desta ordem, é bastante eficiente, e o acompanhamento do endocrinologista se faz necessário.
Os problemas sexuais dos diabéticos podem aparecer também por questões bem subjetivas, como sentimentos de impotência frente à doença, depressão por não poder viver uma vida normal, medo da morte, entre outros. A depressão é uma das doenças psicológicas que mais atacam os diabéticos. Por isso, o diálogo e a busca de ajuda de um profissional especializado vai ajudar a entender o que pode estar acontecendo.
Muitos diabéticos levam mais de um ano para procurar ajuda médica ou psicológica no caso de aparecimento de problemas na sexualidade. E, ainda, a procuram por sentirem-se deprimidos e preocupados com algum relacionamento amoroso ou relação sexual mal-sucedida, muitas vezes não ligando sua tristeza ao diabetes.
O cuidado com as taxas de glicose é muito importante, e o acompanhamento psicológico ajuda a entender a doença e a aprender a lidar com as possíveis intempéries que possam ocorrer. Aceitar que se tem o diabetes pode ser o primeiro passo, seguido da obtenção de informações sobre ele.
Em termos da sexualidade da pessoa com diabetes, nada está perdido. Existem tratamentos medicamentosos e psicoterápicos muito eficientes, que permitem uma vida sexual praticamente normal. Os problemas de ereção, dor ou lubrificação não são irreversíveis, podendo ser tratados de forma simples, bastando procurar ajuda. |