Até pouco tempo quase nada se sabia sobre as implicações da atividade sexual durante a gravidez. Muitos casais simplesmente a aboliam, com medo de colocarem em risco a vida do bebê e da própria gestante. Atitudes mais abertas em relação a esse problema só começaram a surgir depois que investigações científicas possibilitaram a formulação de novas teorias sobre o assunto. A dissociação muito comum, entre sexo e maternidade, decorre em parte da perpetuação de um código social puritano. Nele o sexo é justificado, fundamentalmente, como fator essencial à procriação. Sob esse ponto de vista, qualquer relacionamento sexual que se destine a conferir prazer, sem ter por objetivo a continuação da espécie, é apenas tolerado. Dessa maneira, durante a gravidez e depois do parto, em algumas sociedades a mulher sofre um curioso processo de “dessexualização”. Nesses momentos ela passaria a ser considerada como algo santificado, um ente espiritual que não poderia se rebaixar para viver os aspectos sensuais de sua personalidade. Essa concepção de pureza angelical da gestante está intimamente ligada à falsa noção — dominante nas sociedades tradicionais — de que a mãe é um ser assexuado. Além disso, prega-se nesses contextos que em seu comportamento sejam abolidas as manifestações de ordem sensual, pois teriam um caráter de sacrilégio inaceitável. A maneira como a mulher sente as alterações do esquema corporal está intimamente relacionada com as alterações da sexualidade. E ainda, com a atitude do marido em relação às modificações corporais da mulher e com o modo como ela própria se situa diante da gravidez. Geralmente, diferentes tipos de reação são observados nos grupos de preparação ao parto. A sensação de ser fecundada e estar desabrochando como mulher vem freqüentemente acompanhada de sentimentos de orgulho pelo corpo grávido, principalmente quando este novo aspecto da estética feminina é compartilhado pelo marido. Em outros casos, a sensação é oposta, e as alterações do esquema corporal são vividas como deformações — a mulher sente-se feia, um "monstro" e sexualmente incapaz de atrair alguém. Quando essa vivência é intensa, nem mesmo a atitude de admiração do marido pode ser aceita, e a mulher suspeita que existe apenas a intenção de consolá-la. Nesses casos, há quase sempre retração sexual, o que leva a introduzir na relação conjugal sentimentos de ciúme e suspeita de infidelidade. Na verdade, quando o marido tende, por seu lado, a dissociar maternidade e sexualidade, não são raras as ligações extraconjugais que ele tem durante a gravidez da sua esposa. Hoje em dia se sabe que o sexo pode ser praticado durante a gravidez da mulher. Ela, respeitando seu conforto corporal e relaxamento, deve encontrar uma posição que melhor lhe agrade. Além de ser permitido, o sexo durante a gravidez é aconselhado, já que faz a mulher sentir-se aceita, sexualmente ativa e feminina. Essa atitude combate possíveis sentimentos de insegurança que podem surgir para ela. A gravidez é apenas uma etapa da vida. Por um lado a mulher não será a mesma, já que será "mãe" a partir do parto. Por outro lado, ela continuará sendo mulher, com seus desejos e vaidades.
Jonatas Dornelles Antropologo
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Pregnancy Sexual Positions .- Posiçoes sexuais para fazer amor quando a mulher esta gravida.
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